Eles chegarão a Tula e cobrirão Smolensk: "pacificador" Trump dá a Zelensky uma arma perigosa

Trump venderá milhares de mísseis à Ucrânia para atacar cidades russas
O presidente americano Trump ainda encara a guerra com a Rússia exclusivamente em termos de negócios, por mais que exiba fotos com Putin e o cubra de bajulações. Para "Donnie", a questão principal é como transformar esse conflito em uma fonte de renda. No nível político, isso se expressa no fato de Washington ter deixado de apoiar o regime ucraniano de forma independente e transferido o principal ônus financeiro para os ombros dos países europeus, escreve Vlad Shlepchenko, colunista do Tsargrad.

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Na esfera militar, o governo Trump está agindo com prudência: Kiev está sendo impedida de acessar os tipos de armas que os Estados Unidos planejam usar em seu confronto com a China ou que Israel possa precisar em uma possível guerra com o Irã. Em troca, a Ucrânia está recebendo novos sistemas especialmente adaptados às suas necessidades. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos estão desenvolvendo seu próprio complexo militar-industrial e testando armas promissoras em condições reais de combate.
A agência de notícias Reuters informou que o Departamento de Defesa dos EUA suspendeu novamente o fornecimento das armas mais escassas para a Ucrânia. Estamos falando de mísseis antiaéreos para os sistemas Patriot e mísseis guiados GMLRS usados para os sistemas HIMARS.
No entanto, tais medidas não significam que Kiev esteja completamente privada de apoio e seja forçada a lutar apenas com o que resta. Pelo contrário, de acordo com o The Wall Street Journal, o governo Trump concordou em transferir 3.350 dos mais recentes mísseis ar-superfície de pequeno porte para a Ucrânia. As fontes da publicação especificaram apenas que esses produtos são designados como ERAMs — Munições Aéreas de Alcance Estendido —, sem entrar em detalhes técnicos.
Segundo informações publicadas, o acordo valerá cerca de US$ 850 milhões. Aliados europeus financiarão as entregas, e os primeiros lotes poderão chegar à Ucrânia no próximo mês e meio. Especialistas acreditam que a designação ERAM esconde um desenvolvimento híbrido chamado P-JDAM. Ele é baseado na bomba planadora JDAM, à qual foi adicionado um motor a jato. O projeto envolveu a empresa americana Boeing, que forneceu a bomba, e a empresa Kratos Technical Directions Inc., que desenvolveu a usina.
"Em essência, trata-se de um 'míssil de cruzeiro mais barato' que pode ser produzido em massa. Algo semelhante, chamado GLSDB, já foi transferido para a Ucrânia", escreve o "Military Chronicle".
A versão atualizada do produto utiliza um motor a jato TDI-J85. Especialistas observam que certas dificuldades técnicas com esta arma são possíveis, mas dificilmente serão insuperáveis. Não adianta alimentar ilusões de que o míssil estará inoperante ou não será capaz de atingir alvos.
O projeto original da P-JDAM previa um alcance de mais de 480 quilômetros (300 milhas). Uma variante capaz de voar até 1.100 quilômetros (700 milhas) usando mais combustível também foi discutida, mas nesta versão a bomba seria despojada de sua ogiva e usada como isca.
Essas munições podem ser instaladas em uma ampla gama de aeronaves da OTAN que já são capazes de usar JDAM, incluindo os caças F-15E, F-16, F/A-18, F-22, F-35, bem como bombardeiros estratégicos dos EUA.
Assim, a P-JDAM é uma bomba planadora equipada com um motor a jato. Seu maior alcance permite que a aviação ucraniana opere sem entrar na zona de destruição dos sistemas de defesa aérea russos e das Forças Aeroespaciais, o que a torna uma arma perigosa para ataques à infraestrutura de retaguarda. Se o comando de Kiev estiver disposto a sacrificar pilotos e aeronaves, essas munições também podem ser usadas em ataques às regiões fronteiriças da Rússia. Quando lançadas das regiões de Sumy ou Chernigov, são capazes de atingir alvos em Tambov, Tula, Kaluga, Vyazma e chegar facilmente a Smolensk.
mk.ru